Módulo 2 | Planificação Didáctica

Aula 1 | Planificação Didáctica no Ensino e Aprendizagem de Línguas

PLANIFICAÇÃO DIDÁCTICA

Antes de iniciar com a reflexão teórica e prática sobre a planificação didáctica, vamos realizar a actividade que nos é proposta a seguir.


Actividade 1: Auto-avaliação
Técnica didáctica Actividade independente.
Conteúdo Exercícios de aplicação.
Habilidades a desenvolver no(a) formando(a):
  • Interpreta o texto sobre a “Alice e o Gato”;
  • Responde às perguntas com base na compreensão do texto;
  • Perspectiva suas realizações, elaborando um projecto ocupacional dos próximos 2 a 5 anos.

Texto

A Alice tinha um gato de estimação. Ela não se desgrudava dele em nenhum momento e sempre partilhava com ele todos os seus desejos. Certo dia, a Alice conversou com o seu amigo gato.

Alice – Ó, gato, tu poderias dizer-me, por favor, qual é o caminho que devo seguir a partir daqui?

Gato – Amiga, isso depende, em grande parte, do lugar para onde você quer ir.

Alice – A mim não importa muito para onde.

Gato – Então, amiga, não faz nenhuma diferença qualquer caminho que você escolha.

[Adaptado de S. Patel, 2012]


Exercícios de Aplicação
  1. Dê um título ao texto.
  2. O gato respondeu à sua amiga Alice o seguinte: “– Então amiga, não faz nenhuma diferença qualquer caminho que você escolha.”
  3. Elabore um plano/projecto de ocupação que conduzirá a sua vida social e profissional nos próximos 2 a 5 anos. Aponte as principais realizações/conquistas que pretende alcançar, os procedimentos e os meios a usar para a consecução dessas conquistas.

Planificação didáctica no ensino e aprendizagem de línguas

No Manual de Psicopedagogia, aprendeu muito sobre planificação e sua importância para o processo de ensino-aprendizagem. Reserva-se aqui uma breve actualização sobre a planificação, principalmente no contexto de mediação e práticas de ensino e aprendizagem de línguas.

De uma forma geral, a planificação é um desenho ou síntese global e antecipatória do processo unitário de instrução, ou seja, do que o professor e o aluno vão realizar na sala de aula. É uma actividade que consiste em definir e sequenciar os objectivos do ensino e da aprendizagem dos alunos, determinar processos para avaliar se estes objectivos foram bem conseguidos, prever algumas estratégias de ensino/aprendizagem e seleccionar recursos/materiais auxiliares.

Plano exemplificativo sobre leitura e interpretação em Citshwa


Nestes termos, pode-se acrescentar que planificar é sistematizar todas as actividades que se desenvolvem no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de ensino-aprendizagem.

No contexto de ensino de línguas, em particular da língua primeira, ao planificar suas aulas, o professor deve ter em conta o conhecimento prévio que o aprendente tem, partindo do pressuposto de que a língua é, essencialmente, uma pertença social e política, varia geograficamente e em função do contacto que ela estabelece com outras línguas. Estudos sobre os factores de aprendizagem de línguas mostram a influência do meio social, da motivação e do interesse na assimilação cognitiva de conteúdos escolares por parte do aluno. Estes factores são de grande importância na e para a planificação de aulas de línguas, notavelmente em contextos multilingues, como é característico de Moçambique.

Como acabou de ver, a planificação, no seu geral, e no contexto de educação, em particular, é extremamente importante. Ela permite prever conteúdos, objectivos, métodos, estratégias, tempo e meios de ensino-aprendizagem que facilitam a preparação de tarefas por realizar. Permite, ainda, actualizar os conteúdos; evitar improvisos; contribuir para a realização dos objectivos previstos; tornar a aprendizagem eficiente e garantir maior segurança do professor durante a aula.


Princípios gerais sobre Didáctica de Línguas

Como já se pode ter apercebido, para abordarmos um determinado tema, iniciamos com uma pequena reflexão em forma de actividade. Desta vez temos algumas perguntas para reflexão em grupo e que serão partilhadas com a turma.


Actividade 2
Técnica didáctica Interacção por meio de Conversa de Giz.
Conteúdo Como ensinar línguas.
Habilidades a desenvolver no(a) formando(a):
  • Aprimora a habilidade de escrita rápida, curta e objectiva;
  • Cultiva o senso de partilha e cedência de oportunidades;
  • Reflecte sobre a prática docente (em formação e depois em exercício).

Todos os membros do grupo tiveram oportunidade de escrever o que pensam sobre se todo e qualquer professor pode ensinar línguas? Conseguiram manter os níveis de motivação e participação activa, entre formandas e formandos, até ao fim da actividade? Conseguiram manter a regra geral de conversa de giz? Se sim, atingiram completamente os objectivos.

Depois de realizada a actividade que resultou em síntese, confronte os resultados da reflexão feita com o que se diz a seguir sobre princípios gerais de didáctica de Línguas.

Para ensinar uma língua, não basta apenas conhecê-la, é necessário ter subsídios teóricos e práticos sobre como ensinar. Em contextos multilinguísticos como é o nosso caso, ensinar uma língua requer mais destreza para fazer face aos desafios e oportunidades que a diversidade linguística oferece.

Em termos teóricos e práticos, existem muitas propostas sobre como ensinar uma língua, desde as denominadas tradicionais às inovadoras. Aqui se apresentam algumas delas, procurando ajustá-las ao contexto de ensino de língua primeira, particularmente para as línguas moçambicanas.


Assista à Videoaula

Nota: O conteúdo deste vídeo contém o mesmo conteúdo do texto do Manual