Módulo 2 | A Andragogia na Prática Docente

Aula 2.1Conceito e breve história da Andragogia

Os adultos, de acordo com a política nacional de educação, devem ser escolarizados, tanto pela educação formal como pela não formal, de modo a que se contribua para a massificação do ensino, a redução do analfabetismo e promoção da escolarização universal. Neste sentido, a educação de adultos, paralelamente a das crianças, deve acontecer também sob responsabilidade das escolas primárias, razão pela qual se requer do professor o desenvolvimento de competências favoráveis à educação de adultos. Eis porque este capítulo permite levar o formando a definir a Andragogia, diferenciar a andragogia da pedagogia, explicar a origem da Andragogia, descrever os princípios e pressupostos da andragogia, caracterizar o aprendiz e educação de adultos e, ainda, respeitar as etapas e a organização da aprendizagem na educação do adulto.

Reflexão Inicial 6

Leia o texto que se segue e realize a actividade proposta. A taxa de analfabetismo em Moçambique ainda é elevada, o que representa um desafio para o sector da Educação. Neste contexto, é necessário que o futuro professor tenha conhecimento sobre aspectos particulares da educação de adultos. Mas não é apenas na alfabetização, onde a discussão sobre a educação de adultos se torna pertinente. O papel do professor já mudou há alguns anos, principalmente na base do pressuposto de que o adulto tem características diferentes das de crianças e, consequentemente, requer um estilo de educação mais apropriado.

  1. Consulte os programas de ensino da Alfabetização e Educação de Adultos e do Ensino Primário. Escolha um tópico de cada um dos programas e faça o registo dos seguintes aspectos: conteúdos, sugestões metodológicas (centradas no aluno, aspectos de género) e objectivos.
  2. Apresente a síntese referente aos tópicos consultados, em plenário. 3. Usando a técnica “Circulo Duplo” discuta com os seus colegas a importância da Andragogia.

Após a realização da actividade, certamente terá notado que existe uma diferença entre os dois programas. A área específica que trata da educação de adultos e que difere do ensino da criança designa-se por Andragogia.

A Andragogia é, no entanto, uma área curricular que visa compreender o processo de aprendizagem do adulto, considerando os aspectos psicológicos, biológicos e sociais, através de princípios específicos.

Baseada nestes princípios específicos, a Andragogia fornece ao processo de aprendizagem do adulto um conjunto de orientações.

Mas é preciso salientar que a Educação de Adultos é uma prática tão antiga quanto a história da raça humana, ainda que só recentemente ela tenha sido objecto de pesquisa científica. Na antiguidade, como Confúcio e Lao Tsé, na China; Aristóteles, Sócrates e Platão, na Grécia antiga; Cícero, Evelid e Quintillian, na antiga Roma, foram também exclusivos educadores de adultos.

A percepção desses grandes pensadores quanto à aprendizagem, era de que ela é um processo de activa indagação e não de passiva recepção de conteúdos transmitidos. Por isso suas técnicas educacionais desafiavam o aprendiz para a indagação.

Os gregos, por sua vez, inventaram o que se chama de Diálogo de Sócrates, no qual o líder, ou algum outro membro do grupo, apresenta seu pensamento e experiência para, a partir daí, os liderados buscarem solução para um determinado assunto. Os romanos, por outro lado, foram mais confrontadores. Eles usavam desafios para forçarem os membros de um grupo tomarem posição em defesa própria.

Apesar dos referenciais da antiguidade acima, a história explícita da Andragogia tem suas raízes na Pedagogia e por isso temos que resgatar um pouco da sua memória evolutiva.

No começo do século VII, foram iniciadas na Europa escolas para o ensino de crianças, cujo objectivo era preparar jovens rapazes para o serviço religioso -eram as conhecidas Catedrais ou Escolas Monásticas. Os professores dessas escolas tinham como missão a doutrinação dos jovens na crença, fé e rituais da Igreja. Eles ajuntaram uma série de pressupostos sobre aprendizagem, ao que denominaram de “pedagogia”- a palavra, literalmente, significa “a arte e ciência de ensinar crianças” (A etimologia da palavra é grega: “paido”, que significa criança, e “agogus” que significa educar).

Esse modelo de educação monástico foi mantido através dos tempos até o século XX, por não haver estudos aprofundados de sua inadequação para outras faixas etárias que não a infantil. Infelizmente, ele veio a ser a base organizacional de todo o nosso sistema educacional, incluindo o empresarial. Entretanto, logo após a Primeira Guerra Mundial, começou a crescer nos Estados Unidos e na Europa um corpo de concepções diferenciadas sobre as características do aprendiz adulto. Mais tarde, após o intervalo de duas décadas, essas concepções se desenvolveram e assumiram o formato de teoria de aprendizagem, com o suporte das idéias dos pensadores a seguir.

Eduard C. Lindeman (USA) foi um dos maiores contribuidores para pesquisa da educação de adultos através do seu trabalho “The Meaning of Adult Education” publicado em 1926. Suas idéias eram fortemente influenciadas pela filosofia educacional de John Dewey:

A educação do adulto será através de situações e não de disciplinas. Nosso sistema académico cresce em ordem inversa: disciplinas e professores constituem o centro educacional. Na educação convencional é exigido do estudante ajustar-se ao currículo estabelecido; na educação do adulto o currículo é construído em função da necessidade do estudante. Todo adulto se vê envolvido em situações específicas de trabalho, de lazer, de família, da comunidade,entre outros- situações essas que exigem ajustamentos. O adulto começa nesse ponto. As matérias (disciplinas) só devem ser introduzidas quando necessárias. Textos e professores têm um papel secundário nesse tipo de educação; eles devem dar a máxima importância ao aprendiz.

A fonte de maior valor na educação do adulto é a experiência do aprendiz. Se educação é vida, vida é educação. Aprendizagem consiste na substituição da experiência e conhecimento da pessoa. A psicologia nos ensina que, ainda que aprendamos o que fazemos, a genuína educação manterá o fazer e o pensar juntos. A experiência é o livro vivo do aprendiz adulto.

Ensino autoritário; exames que predeterminam o pensamento original; fórmulas pedagógicas rígidas - tudo isto não tem espaço na educação do adulto... Adultos que desejam manter sua mente fresca e vigorosa começam a aprender através do confronto das situações pertinentes. Buscam seus referenciais nos reservatórios de suas experiências, antes mesmo das fontes de textos e factos secundários. São conduzidos à discussões pelos professores, os quais são, também, referenciais do saber e não oráculos. Isto constitui o manancial para a educação de adultos, o moderno questionamento para o significado da vida.

Uma das grandes distinções entre a educação de adultos e a educação convencional é encontrada no processo de aprendizagem em si. Nenhum outro, senão o humilde pode vir a ser um bom professor de adultos. Na classe do estudante adulto a experiência tem o mesmo peso que o conhecimento do professor. Ambos são compartilhados par-a-par. De facto, em algumas das melhores classes de adultos é difícil de se destinguir quem aprende mais: se o professor ou o estudante. Este caminho duplo reflecte também na divisão de autoridade. Na educação convencional o aluno se adapta ao currículo oferecido, mas na educação do adulto, o aluno ajuda na formulação do currículo... Sob as condições democráticas, a autoridade é do grupo. Isto não é uma lição fácil, mas enquanto não for aprendida, a democracia não tem sucesso.

Lindeman identificoucinco pressupostos-chave para a educação de adultos e que mais tarde transformaram-se em suporte de pesquisas. Hoje eles fazem parte dos fundamentos da moderna teoria de aprendizagem de adulto, nomeadamente:

  1. Adultos são motivados a aprender à medida em que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das actividades de aprendizagem do adulto;
  2. A orientação de aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são as situações de vida e não disciplinas;
  3. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências;
  4. Adultos têm uma profunda necessidade de serem autodirigidos; por isto, o papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los;
  5. As diferenças individuais entre pessoas cresce com a idade; por isto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem.

Muitos outros estudos foram continuados por vários pesquisadores, entre os quais Edward L. Thorndike (The Adult Learning -1928/USA), Lawrence P. Jacks (Journal of Adult Education-1929/Inglaterra).

Até 1940, apesar de haver elementos suficientes para a elaboração de uma teoria compreensível sobre a aprendizagem do adulto, esses elementos estavam dispersos e necessitavam de uma unificação teórica. Entre 1940 e 1950 esses princípios foram esclarecidos, reelaborados e incorporados à uma explosão de conhecimentos oriundos de várias disciplinas das ciências humanas. A Psicoterapia, por exemplo, foi uma das ciências que mais contribuíram para a Andragogia. Isto porque os psicoterapeutas estão voltados essencialmente para a reeducação e em especial da população adulta. A seguir alguns dos nomes de destaque nessa ciência e seus enfoques:

Sigmund Freud, apesar de não ter formulado uma teoria específica de aprendizagem, muito contribuiu com seus estudos sobre o “subconsciente e comportamento”. Seus conceitos sobre ansiedade, repressão, fixação, regressão, agressão, mecanismos de defesa, projeção e transferência (bloqueando ou motivando a aprendizagem) têm sido objecto de discussão na formulação da teoria de aprendizagem.

Carl Jung, com sua visão holística, forneceu um grande suporte para a Andragogia, ao introduzir a noção da consciência humana possuir quatro funções, ou quatro maneiras de extrair informações das experiências para a internalização da compreensão: sensação, pensamento, emoção e intuição.

Erick Erikson estudou sobre as “oito idades do homem” para explicar os estágios do desenvolvimento da personalidade humana. As três últimas ocorrem na fase adulta:

  1. Oral-sensorial (confiança x desconfiança)
  2. Muscular-anal (autonomia x vergonha)
  3. Locomoção-genital (iniciativa x culpa)
  4. Latência (labor x inferioridade)
  5. Puberdade e adolescência (identidade x confusão de papéis)
  6. Jovem adulto (intimidade x isolamento)
  7. Adulto (geração x estagnação)
  8. Estágio final (integridade x desespero)

Abraham H. Maslow enfatizou o papel da segurança no processo de crescimento. A pessoa sadia interage, espontaneamente, com o ambiente, através de pensamentos e interesses e se expressa independentemente do nível de conhecimento que possui. Isto acontece se ela não for mutilada pelo medo e na medida em que se sente segura o suficiente para a interacção (Maslow,1972)

Carl R. Rogers, talvez o psicoterapeuta mais específico na educação de adultos, enfatiza que em geral, terapia é um processo de aprendizagem. Ele desenvolveu dezanove proposições para a teoria da personalidade e comportamento, baseado nos estudos da terapia do adulto. Com isto, ele fez um paralelo entre ensino centrado no estudante e terapia centrada no cliente. Para Rogers não podemos ensinar directamente outra pessoa; podemos, apenas, facilitar sua aprendizagem. )Uma pessoa aprende, significativamente, somente aquelas coisas que percebe estarem ligadas com a manutenção, ou ampliação da estrutura do seu Eu.

Posto isto, qual é o conceito que se tem de Andragogia?

Em termos etimológicos, o termo Andragogia (do grego andros – adulto – e agogus – guiar, conduzir, educar) foi utilizado, pela primeira vez em 1833, pelo professor alemão Alexander Kapp, para descrever os elementos da Teoria de Educação de Platão. Nos Estados Unidos, Malcom Knowles promoveu a Andragogia, diferenciando-a da Pedagogia.

A Andragogia é a ciência que tem como objecto o estudo do processo de aprendizagem de adultos e das melhores práticas para os orientar a aprender considerando os seus aspectos psicológico, biológico e social. A andragogia, enquanto modelo da educação de adultos, centra-se mais no processo de aprendizagem do que nos conteúdos a aprender e caracteriza-se pela horizontalidade e pela participação.

Considera-se horizontalidade como uma relação “entre pares”, que partilham atitudes, responsabilidades e compromissos no sentido de alcançarem objectivos individuais e resultados.

A participação será a acção de tomar decisões ou executar determinadas tarefas em conjunto. Participar é partilhar, “dar e receber”, envolver-se num projecto comum e investir nele enquanto seu também. Tal capacidade é facilitadora, é factor de motivação para a execução da tarefa, aumentando o nível geral de satisfação da equipa.

Isso justifica que a metodologia de ensino para o adulto é voltada para a participação activa dos alunos, a organização curricular é flexível e adaptável, visando atender às especificidades de cada adulto.

 Pressupostos

Explicação sobre o significado do pressuposto

Autonomia

Sem a possibilidade de autonomia, a aprendizagem do adulto resta apenas uma “aprendizagem bancária”, onde o aluno é um depositório de informações, é um ouvinte passivo.

E, segundo Paulo Freire, ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.

Para que haja autonomia no processo de aprendizagem do adulto, o método andragógico estabelece que se criem condições para que o participante possa: i) intervir por meio de diálogos que favoreçam a interacção, colaboração e cooperação; ii) incentivar que ele apresente propostas de mudanças, questionamentos ao que está posto; iii) Criar espaço para que ele seja criativo e tenha iniciativa nas suas acções de aprendizagem.

O adulto aprende mais e melhor, quando percebe que lhe é dada a autonomia para o seu crescimento pessoal e profissional.

Humildade

Ensinar exige humildade na acção docente, que precisa saber interagir e dialogar com o seu aluno.

Esse pressuposto é considerado o articulador da acção humana na busca da conciliação, da autonomia, da liberdade de acção e expressão entre os pares da aprendizagem.

A humildade é considerada também como referencial andragógico para o ouvir, para o crescimento e a capacidade de o adulto descobrir as suas limitações, as fraquezas e a sua capacidade de aceitação do outro.

Está associado aos processos psicossociais das relações intra e interpessoais na aprendizagem colaborativa e cooperativa.

A humildade na andragogia significa o fortalecimento da capacidade de estabelecer um canal aberto de confiança, aceitação e democracia no diálogo com os seus pares em processo de aprendizagem.

Associa-se também ao fortalecimento da sua competência em momentos de crise e divisão de responsabilidades.

Reconhecer que, para ensinar bem, o professor precisa aprender e estudar sempre; que também aprende com os alunos e os colegas de trabalho.

Iniciativa

Esse pressuposto tem grande significado na aprendizagem do adulto, na medida em que incentiva a criatividade, a capacidade de assumir novas competências e a sensibilidade para novos desafios e descobertas.

Dúvida

Esse pressuposto, no planeamento e construção do conteúdo e das actividades de aprendizagem do adulto, permite a possibilidade de apropriação do conhecimento, a partir de intervenções, análises crítico-reflexivas.

Não há possibilidade de diálogo quando o adulto não se depara com a dúvida sobre o que foi posto, quer como teoria ou problema concreto.

Mudança de rumo

Esse pressuposto andragógico funciona como uma bússola no processo de aprendizagem do adulto.

Está intimamente ligado à humildade epistemológica na acção do instrutor, do professor ou do tutor. Estabelece um clima de confiança, de transparência, de humildade e respeito ao adulto em processo de aprendizagem.

Na andragogia, mudar de rumo não significa um acto de fraqueza, de falta de planeamento, mas uma consciência das possibilidades e necessidades de mudanças para o atingimento das metas estabelecidas em processo de aprendizagem.

Está associado à necessidade do Plano de Contingência muito bem visto pelo adulto aprendente.

Contextos

Na andragogia esse pressuposto está associado à necessidade de estabelecer uma coerência entre o campo teórico e as realidades encontradas no processo de aprendizagem.

Orienta as acções que estabelecem uma conexão entre os objectivos e as metas a serem alcançadas na aprendizagem do adulto, destacando questões como: diagnóstico da aprendizagem (visão de planeamento, de expectativas, de experiências e perfil dos participantes, de análise de realidades), público alvo, limitações pessoais e profissionais, limitações institucionais, resultados esperados, cenários, entre outros.

Nessa perspectiva, a andragogia destaca os contextos educacionais, ambientais, culturais, socioeconómicos e políticos.

Constitui-se numa agressão ao participante a falta desse pressuposto nas acções de planeamento, execução e gestão de resultados de um curso, evento ou actividade, cujo público alvo seja o adulto.

Experiência de vida

Desconsiderar esse pressuposto é reduzir drasticamente a possibilidade de reconstrução do saber entre os adultos.

Somos uma “universidade ambulante” e, como tal, temos a aprendizagem da vida como objecto de acomodação e acumulação de saberes, cuja herança de alguns biliões de anos moldou as nossas camadas de conhecimento pela construção e reconstrução cognitiva.

Serve como referência em momentos críticos de reflexões e conclusões, momentos de análise, avaliações e decisões.

Busca

Na perspectiva de que aprendemos quando temos a oportunidade de investigar, trilhar novos caminhos, “buscar é preciso”.

Esse pressuposto serve de âncora para a inciativa e a autonomia.

Possibilita o jeito diferente de ver as coisas, de questionar supostas verdades absolutas; possibilita a análise de contextos e cenários nos caminhos da aprendizagem.

Incentiva a criatividade e a curiosidade.

Possui uma forte ligação com a acção da pesquisa investigativa, analítica e criítica dos factos e objectos da aprendizagem.

Sempre ler coisas novas e manter-se actualizado.

E abre espaço para a autonomia.

Objectividade

A objectividade associa-se ao jeito de o adulto examinar as realidades e contextos em processo de aprendizagem.

Contribui fortemente para o acerto ao alvo das metas estabelecidas no objectivo educacional.

Estabelece um canal de coerência e respeito à atenção do adulto, enquanto participante activo e que dispensa rodeios, falácias, perda de foco.

Valor agregado

Segundo Cavalcanti, as pessoas aprendem o que realmente precisam saber (aprendizagem para a aplicação prática na vida diária), apresentando nessa afirmativa a necessidade de inserção do olhar andragógico do valor agregado nas etapas de planeamento, execução e gestão de resultados em cursos e eventos direccionados aos adultos.

Associada a isso está a necessidade de reconhecimento das possibilidades de o adulto aplicar na vida pessoal e profissional aquilo que ele está aprendendo ou aprendeu.

Sem essa perspectiva de valor agregado, fica difícil a aceitação, a compreensão e o comprometimento do adulto em processo de aprendizagem.

Saiba Mais

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    • https://www.significados.com.br/andragogia/

Resumo do Tema

A educação de adultos deve ser feita com recurso de pressupostos teóricos e práticos da andragogia. Trata-se de pensar que o adulto tem particularidades de aprendizagem que remetem para a necessidade de uma metodologia de ensino participativo e com enfoque em relações horizontais entre o formador e os adultos aprendentes. Pensar deste modo, representa uma evolução no pensamento sobre a educação de adultos, a Andragogia representa um campo que nem sempre existiu, apesar de a educação dos adultos remontar desde os primórdios da humanidade e, especialmente, da era Cristã.

Para o surgimento da Andragogia, vários autores tiveram uma contribuição notável, cada um na sua perspectiva, mas todos com foco sobre a necessidade de se ter em conta particularidades do adulto para o desenvolvimento de um ensino activo e significativo, que se concretizam a partir de pressupostos próprios.

Reflexão Final 6

Com o seu colega, faça uma entrevista a um professor e/ou formador de adultos sobre a “adequação de cada um dos pressupostos de andragogia” para o contexto de educação de adultos em Moçambique;

Apresente o relatório desta entrevista aos colegas da sua turma usando a técnica “grupo de perítos”.

  • 1. Porquê, em sua opinião, o adulto aprende mais quando:
    1. tem uma aprendizagem baseada em problemas;
    2. consideram-se as experiências;
    3. essa aprendizagem é significativa?
  • 2. Que aspectos em particular caracterizam o adulto, o aprendente em educação de adultos?
  • 3. Apresente a sua opinião sobre a questão anterior usando a técnica “Caminhar-Falar-Escrever”

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